HIV e AIDS: Juntos Invertermos a Corrente

O início da Conferência Internacional sobre SIDA (CIS), realizada em Washington D.C., foi caracterizado por um grande optimismo e esperança quando os diferentes actores envolvidos nos esforços para conter o vírus de VIH e SIDA reuniram-se a fim de compartilhar conhecimentos e constituir movimentos globais para sustentar a campanha de combate à SIDA. Também passaram em revista todas as opções disponíveis para se estancar, através de acções colectivas concertadas, o flagelo que nos assola há quatro décadas.

ACORD foi representado na IAC por uma equipe de especialistas na área do HIV e da AIDS. Eles incluem o chefe de política e defesa, Sra. Salina Sanou; Gerenciador de temático de HIV e AIDS, Ellen Bajenja e coordenador de país de Uganda para ACORD, Sr. Dennis Nduhura. A equipe se estabeleceu em Washington DC e imediatamente embarcou em como configurar o suporte ACORD, materiais de rede com outros delegados e difundir informação, educação e comunicação. Eles também estão postando atualizações a cada hora na página do Twitter do ACORD (@ ACORDAfrica), portanto, tornando possível para milhares de pessoas para acompanhar o processo do evento de todo o mundo.

Um excelente incentivo foi o compromisso em termos de liderança demonstrado pelo Governo dos Estados Unidos ao levantar o embargo à entrada, nos Estados Unidos, de pessoas que vivem com VIH e SIDA.

Salina Sanou e Ellen Bajenja de ACORD envolver outros participantes nas discussões de grupo durante o XIX Conferência Internacional de AIDS em Washington DC

Em segundo lugar, a presença de uma delegação de alto nível do governo americano constituiu ainda outra prova da renovação de esforços nas acções de resposta, em especial, neste momento muito crítico. As lideranças locais e nacionais que tomaram parte na cerimónia de inauguração da Conferência incluem a Secretária dos Estados Unidos para a Saúde e Serviços Humanos, Kathleen Sebelius, a Congressista Barbra Lee, o Presidente da Câmara de Washington DC, Vincent Gray e o Embaixador Mark Dyul.

A equipa de liderança Global incluía o Vice-Presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, o Presidente do Grupo do Banco Mundial, Jim Yong Kim, o Director Executivo da ONUSIDA, Micheal Sidibe e o Secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.

Destes líderes emanaram mensagens de esperança assinalando a renovação de energias para enfrentar a pandemia do VIH e SIDA através de melhores intervenções eficazes desenvolvidas de forma colectiva e coordenada em benefício das populações afectadas. “A erradicação da SIDA acarretará custos, não é oneroso, mas é inestimável”, disse Michael Sidibe, Director Executivo da ONUSIDA.

“Durante o meu mandato como Presidente do Grupo do Banco Mundial, irei garantir que este trabalhe de forma incansável com os actores na área de (VIH e) SIDA com vista a expurgar a epidemia até lograrmos a vitória. “Pretendo que a parceria com organizações da sociedade civil que prestam serviços às populações necessitadas seja uma característica das minhas acções e o meu legado”, disse Jim Yong Kim, Presidente do Grupo do Banco Mundial.

“Importa notar que nenhuma criança nasce com VIH (em Washington D.C.), desde 1999. Este feito é resultado de esforços concertados do município para assegurar que a SIDA seja mantida na ordem do dia nas nossas comunidades. Washington D.C. tem uma taxa de seroprevalência elevada e estes esforços visam inverter esta tendência”, disse Vincent Gray, Presidente do Município de Washington D.C.

Juntos contra a propagação do HIV

Entre as vozes dos dirigentes comunicando mensagens de esperança e de coragem, ressoavam perguntas que destacavam os desafios ainda por superar para podermos colher os benefícios da luta.

Ebube Sylvia é uma rapariga de 14 anos de idade, cuja mãe era seropositiva na altura em que nasceu. Ebube enalteceu o contributo que a conferiu, no momento em que nasceu, um certificado de vida livre de VIH. Entretanto, ela será lembrada muito depois da Conferência por ter feito uma pergunta que ainda intriga a muitos profissionais de saúde e desenvolvimento de políticas sobre a luta contra o VIH e a SIDA: "Não entendo porque alguns bebés ainda nascem com VIH."

Anna Sango, membro da juventude da Comunidade Internacional de Mulheres que Vivem com VIH e SIDA do Zimbabwe, notou com preocupação que uma série de questões colocadas, durante a Décima Oitava Conferência Internacional em Viena, continuava ainda sem resposta. "Gostaria de saber porquê aqueles factores que são agora sobejamente conhecidos como sendo preponderantes na propagação da epidemia continuam ainda a ser questões da actualidade. Porquê os governos complacentes com a violência contra a mulher em situação de conflito e as culturas que perpetuam este tipo de violência?"

A Conferência Internacional sobre SIDA proporciona um fórum de diálogo em torno destas e de muitas outras questões de índole social, comportamental e científica que carecem ainda de resposta. A Conferência proporciona espaço para a compartilha de experiencia sobre o que funciona, o que deve ser alterado, quem deve ser visado e o que os diferentes actores devem fazer. A resposta que falta a estes bem como a outros desafios é um apelo à acção colectiva para “Juntos Invertermos a Corrente”.

Os participantes envolveram-se na identificação de actores que compartilham da mesma opinião sobre a matéria e forjarão alianças estratégicas para dar resposta aos desafios multi-dimensionais da epidemia.


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