Celebrar os Direitos da Mulher e Pôr Fim à Violência Sexual

Quando todo o mundo comemorou o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março de 2012, todas as ruas no Burundi iam dar ao cume do Monte Heha, o ponto mais elevado do país. A ACORD, juntamente com organizações dos direitos da mulher, as Nações Unidas, o Ministério da Solidariedade Nacional e Género, a comunidade diplomática, a fraternidade desportiva e outras partes interessadas, incluindo milhares de apoiantes e simpatizantes, demonstrou o poder real da acção escalando a montanha de 2.670 m situada em Mukike, na área de Bujumbura Rural.

A actividade de escalada, apelidada de ku-giti c'inzara na língua Kirundi local, teve como objectivo enviar uma mensagem forte contra a impunidade na violência sexual e do género, um vírus social que está a corroer a justiça social e os direitos da mulher e da rapariga no Burundi.

5.000 Membros de seis províncias registrado

Envolto em uma t-shirt grande com o logótipo da campanha "conseguimos", um ‘peregrino' a caminho da montanha tinha isto a dizer: "Estou mental e fisicamente preparado para a escalada. Tirarei uma foto quando chegar ao topo. Esta é uma causa nobre e louvável!"

A Representante Especial Adjunta do Secretário-Geral das Nações Unidas no Burundi, a Sra. Soline Coulibaly, incentivou os participantes e reiterou o apoio da sua organização aos esforços locais na abordagem da violência contra a mulher e a rapariga.

"Já inscrevemos cerca de 5.000 membros em seis províncias e 47 comunas localizadas em Bujumbura Mairie, Bujumbura Rural, Makamba, Kirundo, Bubanza e Cankuzo. Estamos satisfeitos por constatar que há cada vez maior envolvimento das pessoas. Assim, esperamos que haja um maior empenhamento por parte daqueles que estão a promover a mudança", explicou Alice Harushimana da ACORD.

Os parceiros envolvidos na campanha de erradicação da violência contra a mulher ratificaram o seu compromisso por escrito. Também houve um aumento na participação dos homens e das mulheres graças a uma mudança positiva de mentalidade em relação à violência contra a mulher. Ainda mais encorajadora é a participação das autoridades do governo nacional e de outros promotores dos direitos da mulher, incluindo as Nações Unidas, as organizações da sociedade civil locais e regionais.

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